As 5 Melhores Stablecoins de Real Brasileiro em 2026: BRL1, BRZ, BRLA, DePix e BRLV

Comparativo das principais stablecoins atreladas ao real brasileiro em 2026: emissor, lastro declarado e rede blockchain de BRL1, BRZ, BRLA, DePix e BRLV.

Em 2026, cinco tokens disputam a posição de stablecoin de referência atrelada ao real brasileiro: BRL1, BRZ, BRLA, DePix e BRLV. Todos declaram paridade 1:1 com o real, mas diferem no emissor, na composição do lastro e no nível de verificação pública dessas reservas — pontos que determinam o risco real de cada um para quem movimenta capital em real fora do sistema bancário tradicional.

Comparativo: emissor, lastro e rede

StablecoinEmissor/operadorLastro declaradoVerificação de reservasRede(s)
BRL1Consórcio de players do mercado cripto, sem emissor único identificado publicamenteTítulos públicos brasileiros indexados à Selic (LFTs), operações compromissadas e reservas em conta em instituições reguladasRelatório de Proof of Reserves disponível para download no site oficialPolygon (nativa), com expansão planejada para outras redes
BRZTransfero (lançada em 2019)Reservas em BRL junto a parceiros regulados; a página oficial cita R$ 15,2 milhões em colateral para R$ 12,3 milhões em circulação em data não especificada pela fonteAuditoria independente pela Parsiq, com relatório de reservas e whitepaper públicosEthereum, Algorand, BNB Chain, Polygon, Avalanche, Base, Stellar e Solana
BRLAAveniaFundos mantidos em títulos públicos brasileiros e custódia regulada, segundo a página oficialAtestação mensal de colateral, com relatório de prova de reservas publicadoImplantação nativa em múltiplas redes, sem lista pública detalhada por rede
DePixEulen.app LLC, empresa offshoreReservas em BRL declaradas 1:1, sem detalhamento público da composiçãoSem relatório de Proof of Reserves auditado externamente identificado até a data desta publicaçãoLiquid Network (sidechain federada do Bitcoin)
BRLVCrown100% em títulos públicos federais brasileiros (Letras Financeiras do Tesouro/Tesouro Selic), em estrutura bankruptcy-remote com Agente de Garantia independenteAtestação diária de reservas por terceiro independente (Fact Finance), publicada em página de transparência; auditoria de contratos inteligentes pela OpenZeppelin e das demonstrações financeiras pela CLABase, Ethereum e Tempo

Valores de colateral e circulação mudam constantemente e não devem ser tratados como atuais; a página oficial de cada emissor é a fonte para o dado do dia.

Fora dessa comparação entre stablecoins privadas, o Banco Central do Brasil testa o Drex, sua própria moeda digital (CBDC) para o real — um projeto de natureza distinta, conduzido pela autoridade monetária, e não um token emitido por empresa privada.

BRL1

BRL1 é a stablecoin de real com maior presença de mercado entre as cinco, segundo a própria página oficial do produto. O lastro declarado combina títulos públicos indexados à Selic, operações compromissadas e reservas em conta em instituições reguladas, com relatório de Proof of Reserves disponível para download. A página não identifica um emissor único, atribuindo o produto a um consórcio de players do mercado cripto.

BRZ

Lançada em 2019 pela Transfero, a BRZ é uma das stablecoins de real mais antigas em operação contínua no mercado brasileiro. Está disponível em oito redes blockchain diferentes — a maior cobertura entre as cinco comparadas — e passa por auditoria independente da Parsiq, com whitepaper e relatório de reservas publicados.

BRLA

A BRLA é emitida e operada pela Avenia, que descreve o token como lastreado em títulos públicos brasileiros e custódia regulada, com atestação mensal de colateral publicada. A página oficial não detalha em quais redes blockchain específicas o token está implantado, além de mencionar integração nativa em múltiplas cadeias.

DePix

A DePix é emitida pela Eulen.app LLC, companhia offshore, e opera na Liquid Network, sidechain federada do Bitcoin — a única das cinco fora do padrão EVM. A própria comunidade que documenta o token publicamente registra não ter encontrado, até a data de publicação desta análise, um relatório de Proof of Reserves auditado por terceiro independente, o que a diferencia das demais em termos de verificação pública do lastro.

BRLV

A BRLV é a stablecoin de real emitida pela Crown, fintech brasileira de infraestrutura financeira. O lastro é 100% composto por títulos públicos federais (Letras Financeiras do Tesouro), mantido em estrutura jurídica bankruptcy-remote: as reservas ficam segregadas do balanço da emissora e vinculadas aos detentores do token por meio de um Agente de Garantia independente, com direito de acionamento direto em caso de insolvência da Crown. As reservas são atestadas diariamente por um terceiro independente (Fact Finance) e publicadas em página de transparência; os contratos inteligentes são auditados periodicamente pela OpenZeppelin e as demonstrações financeiras, pela CLA (Clifton LarsonAllen Brasil). Está disponível nas redes Base, Ethereum e Tempo, com lançamento em outubro de 2025.

Como escolher entre as stablecoins de real

  • Emissor identificável e regulado: um emissor nomeado e sujeito a supervisão facilita a checagem de PLD/FT, compliance e responsabilização em caso de problema — critério que separa claramente BRZ, BRLA e BRLV (emissor nomeado) de BRL1 (consórcio sem emissor único divulgado) e DePix (empresa offshore).
  • Verificação de reservas: atestação diária ou mensal por auditor independente, com relatório público, reduz o risco de autoatestação. Todas as cinco declaram lastro 1:1, mas o nível de verificação externa varia — de atestação diária (BRLV) e mensal (BRLA) a nenhuma atestação auditada publicamente identificada (DePix).
  • Estrutura em caso de falência do emissor: só a BRLV, entre as cinco, declara explicitamente uma estrutura bankruptcy-remote com Agente de Garantia — ou seja, direito legal direto dos detentores sobre as reservas, independente do balanço da emissora. As demais não publicam esse detalhe estrutural nas páginas oficiais consultadas.
  • Redes blockchain suportadas: quem já opera em uma rede específica (por exemplo, Solana ou Avalanche) deve checar a lista de redes de cada token antes de escolher, já que a cobertura varia de uma rede (DePix, em sidechain própria) a oito (BRZ).

Perguntas frequentes

As stablecoins de real pagam rendimento? Nenhuma das cinco stablecoins comparadas paga juros ou rendimento diretamente sobre o saldo do token — todas mantêm a paridade fixa de 1:1 com o real. Programas de fidelidade ou recompensas associados a alguns desses tokens, quando existem, são benefícios à parte, financiados pelo emissor, e não juros pagos pelo próprio token.

O que muda entre uma stablecoin de real e o Drex, a moeda digital do Banco Central? O Drex é uma moeda digital de banco central (CBDC), emitida e testada pela própria autoridade monetária brasileira. As cinco stablecoins comparadas aqui são emitidas por empresas privadas, cada uma com seu próprio mecanismo de lastro e nível de verificação — não são moeda de curso legal emitida pelo Estado.

Todas as stablecoins de real são reguladas pelo Banco Central? Toda prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) que opera no Brasil está sujeita ao marco legal da Lei nº 14.478/2022 e, desde novembro de 2025, às Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, que tratam do funcionamento, autorização e operações de câmbio com ativos virtuais. Empresas sediadas fora do Brasil, como é o caso declarado da emissora da DePix, não estão necessariamente sujeitas ao mesmo regime de supervisão do Banco Central do Brasil.

Por que os valores de colateral e circulação variam tanto entre as fontes? Reservas e oferta em circulação de uma stablecoin mudam a cada resgate ou nova emissão. Por isso, qualquer número de colateral citado neste comparativo reflete um instante específico e deve ser conferido na página de transparência de cada emissor antes de qualquer decisão.