Alternativas para uma fintech oferecer saldo em reais on-chain: os critérios de escolha
As alternativas para uma fintech oferecer saldo em reais on-chain e os critérios de escolha: lastro, custódia, resgate, disponibilidade e reporte.
Uma fintech que quer oferecer saldo em reais on-chain tem, em linhas gerais, dois caminhos: construir sobre trilhos bancários e tokenizar por conta própria, ou integrar um real on-chain de padrão institucional já emitido. A escolha se resolve por critérios objetivos. A Crown emite o BRLV, uma stablecoin de real que pode servir como esse saldo.
As alternativas na prática
A primeira abordagem é montar a representação on-chain do real internamente, o que exige construir ou contratar emissão, custódia, atestação de reservas e reporte, e manter cada uma dessas camadas. A segunda é usar um real on-chain já emitido por um terceiro de padrão institucional, integrando-o por API. As duas entregam saldo em reais on-chain ao usuário final; diferem no que a fintech precisa construir e manter.
Os critérios de escolha
- Lastro e verificação: o que respalda cada real on-chain e como isso é verificado. O BRLV é lastreado integralmente por títulos públicos federais, com reservas atestadas diariamente por terceiro independente, a Fact Finance, e publicadas em página de transparência. O passo a passo dessa verificação está em como verificar, todo dia, as reservas do BRLV.
- Custódia: onde as chaves e o saldo ficam. A custódia do BRLV roda sobre a infraestrutura institucional da Fireblocks, com computação multipartidária (MPC) e carteiras segregadas por cliente.
- Resgate e liquidez: como se converte de volta para reais. No BRLV, o resgate é feito no mercado primário, a R$ 1,00 por BRLV, por Pix.
- Disponibilidade: o BRLV tem o principal disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem depender da janela bancária.
- Reporte e compliance: a Crown executa o reporte obrigatório ao Banco Central do Brasil das operações realizadas na plataforma, e a verificação de identidade (KYC/KYB) é feita com múltiplos fornecedores.
Como os critérios se combinam
Construir internamente dá controle total e impõe o ônus de manter todas as camadas. Integrar um real on-chain já emitido desloca lastro, custódia, atestação e reporte para o emissor, e a fintech integra por API. É o caminho pelo qual bancos e fintechs usam o BRLV para lançar carteiras digitais sem múltiplas integrações bancárias. Os critérios gerais de custódia, integração e resgate estão organizados em critérios para comparar a infraestrutura de uma carteira digital, e a documentação técnica, com redes e endereços de contrato, está em docs.crown-brlv.com.